Normalmente, a arte abstrata divide opiniões. Ou as pessoas gostam, ou simplesmente detestam. Mas o que acontece é que, lá no fundo, é difícil compreender o que ela é.

Arte Abstrata

Normalmente, a arte abstrata divide opiniões. Ou as pessoas gostam, ou simplesmente detestam. Mas o que acontece é que, lá no fundo, é difícil compreender o que ela é.

Arte Abstrata

Esta dificuldade em compreendermos a abstração está intrinsecamente ligada à nossa crença de que um bom artista deve imitar perfeitamente a realidade. Crença esta, que vem lá do Renascimento, com suas regras de representação da perspectiva e do volume, que buscavam representar a realidade de forma mais fiel possível.

Antes de mais nada, a arte abstrata é um tipo de imagem. Há dois tipos de imagem: a figurativa e a abstrata. A figurativa é a representação de tudo o que nos cerca, ou seja, tudo o que existe: as pessoas, os lugares, os objetos… A imagem abstrata por sua vez, é o oposto disso, ou seja, não representa nada que existe no nosso mundo visível. Ela não tem relação com a realidade. Daí a nossa dificuldade em compreendê-la e consequentemente, de admirá-la.

Em termos históricos, a abstração existe desde a pré-história. Há vários registros em cavernas, de formas e símbolos geométricos cujos significados ignoramos. Os indígenas brasileiros, por exemplo, se utilizam de formas geométricas tanto em sua pintura corporal, quanto em seus objetos utilitários. Na religião muçulmana não se pode produzir arte figurativa, uma vez que apenas Deus tem o poder de criar. Seus templos são decorados com intrincadas formas geométricas e belíssimas mandalas.

Um nova forma de olhar

O que aconteceu então, depois de tantos séculos, que fez com que os artistas se desprendessem desta obrigatoriedade? Explicando de maneira bem simplista, a invenção da fotografia, em meados do século XIX. A partir daí, os artistas se voltaram para o estudo das formas, das linhas, das cores e texturas, elementos formais da pintura, sem se aterem à cópia da realidade. Daí, surgiram as Vanguardas Européias, com suas inovações.

Na nossa arte ocidental, o pintor russo Wassily Kandinsky é considerado o precursor da arte abstrata com suas obras “Primeira aquarela abstrata”, de 1910 e a série “Improvisações”, realizada entre 1909 e 1914. Kandinsky era um artista russo, participante do expressionismo alemão e mais tarde, professor da escola de arte Bauhaus, importante escola de arte fundada por Walter Adolf Gropius e que buscava popularizar a arte. O objetivo de Kandinsky era a criação de uma pintura capaz de expor os sentimentos – através da expressão – do espírito do autor. Para ele, quanto mais distante da ligação das formas da natureza e dos objetos, maior a possibilidade de se representar os sentimentos, uma vez que estes não possuem forma e muitas vezes, são indefiníveis até para o próprio indivíduo.

A abstração se insere então, neste contexto histórico.
Podemos dividir a imagem abstrata em expressiva, lírica ou formal, com manchas de cores, linhas, formas e texturas soltas, e em geométrica, onde a geometria e a racionalidade dominam a obra.
No Brasil, temos importantes artistas que se dedicaram a este tipo de representação, como Waldemar Cordeiro, Lygia Clark, Abraham Palatnik, Luiz Sacilotto e tantos outros.
Aqui na nossa Galeria, também temos artistas que produzem obras abstratas. Que tal dar uma olhadinha?

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